What is it like to be a Néstor Kirchner Fellow? by Mauricio Santoro Rocha

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by Mauricio Santoro Rocha, 2011-2012 President Néstor Kirchner Fellow

fellow mauricio santoro rocha Mauricio Santoro Rocha visiting the United Nations headquarters in New York

We should never study alone, for there is the risk to be too sure of our thoughts. "Fellow" it is not a just a word which reminds us of scholarships, but also of a sense of community, of a feeling of belonging. The experience to be part of the first class of the Néstor Kirchner Fellowship was a thrilling opportunity to research in an outstanding academic institution such as the New School University, and at the same time a chance to confirm a commitment to public engagement in the greatest task of my generation: the consolidation and enlargement of young Latin American democracies.

The cosmopolitan environment of the New School gave me the possibility to discuss my work on the Brazilian democracy and foreign policy with professors, students, diplomats, politicians, journalists and activists from several countries: Argentina, Brazil, Chile, Colombia, Cuba, Ecuador, India, Iran, Latvia, Peru, South Africa, South Korea, United States and Uruguay. There is no university in Brazil with such a large international perspective. The diversity and critical opinions of the foreign colleagues was very important to me. Their fresh perspective on my subject was exciting and provocative and helped me reframe my research and review my positions.

"People are places", once wrote the Moroccan sociologist Fatima Mernissi. The location of the New School also made a positive difference. New York City is a global focus point of several networks, which allowed me to conduct my research in several kinds of first-rate institutions: universities, international NGOs, newspapers, and the United Nations. If you are considering to apply to the fellowship, but afraid that two weeks is too little time to do research, relax: your will have a busy schedule, and the people which you will interview are just a few subway stops away from each other. New Yorkers (native or adoptive sons and daughters of the city) are open, critical, innovative, extremely polite, and supportive.

This diverse environment was crucial because the Néstor Kirchner Fellowship is not just an academic program. The fellows share an engagement in public policy, as government officials or activists in social movements and NGOs. It was extremely productive to meet others with a similar history, with careers in States, international organizations, civil society associations, private companies, or universities.

The Fellowship was created in a very special historical moment. Many countries of Latin America are now ruled by the generation who fought against the military or civilian dictatorships of the recent past. A combination of economic growth, political mobilization and social policies are reducing poverty in the region and starting the long process of the formation of middle class societies. Other global changes are occurring and the United States is facing a severe economic and political crisis, which may lead to different relations with Latin America in an increasing multipolar world. Both societies need to think about their mutual images, expectations, fears and hopes – and how they work together to achieve development and democracy, without the terrible mistakes of their troubled history.

The Fellowship does not end with our return to our countries. The idea is to build a network of Latin American researchers and public policy activists, committed to an agenda of social change in the region, who will remain in touch, developing projects and supporting our mutual work. The new tools of communication through the Internet allows us several opportunities to continue our dialogue, and the potential impact is huge, as other Fellows join the program.

Rio de Janeiro, March 2012


Que Significa Ser Um Bolsista Néstor Kirchner?

Nunca devemos estudar sozinhos, porque sempre há o risco de termos demasiada certeza de nossos pensamentos. "Bolsista não é só uma palavra que nos lembra conhecimento acadêmico, mas tem também um sentido de comunidade, um sentimento de pertencimento. A experiência de ser parte da primeira turma da Bolsa Néstor Kirchner foi uma oportunidade emocionante para pesquisar em uma excelente instituição acadêmica como a Universidade New School, e ao mesmo tempo confirmar o compromisso com o engajamento público na grande tarefa para minha geração: a consolidação e a expansão das jovens democracias latino-americanas.

O ambiente cosmopolita da New School me deu a possibilidade de discutir meu trabalho sobre democracia e política externa brasileira com professores, estudantes, diplomatas, políticos, jornalistas e ativistas de diversos países: África do Sul, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Coréia do Sul, Cuba, Equador, Estados Unidos, Índia, Irã, Letônia, Peru e Uruguai. Não há uma universidade no Brasil com uma perspectiva tão internacionalizada. A diversidade e as opiniões críticas dos colegas estrangeiros foram muito importantes para mim. Sua perspectiva inovadora a respeito do meu tema foi estimulante e provocadora, e me ajudou a reformular minha pesquisa e minhas posições.

"Pessoas são lugares", certa vez escreveu a socióloga marroquina Fatima Mernissi. A localização da New School também fez a diferença de modo positivo. Nova York é um ponto focal global de diversas redes, o que me permitiu realizar minha pesquisa em distintos tipos de instituições de primeira linha: universidades, ONGs internacionais, jornais e a Organização das Nações Unidas. Se você cogita aplicar para a fellowship mas teme que duas semanas sejam tempo insuficiente para pesquisar, relaxe: você terá uma agenda movimentada, e as pessoas que você entrevistará estão a apenas poucas estações de metrô umas das outras. Os nova-iorquinos (filhos e filhas nativos ou adotivos da cidade) são abertos, críticos, inovadores, muito educados e dispostos a ajudar.

Esse ambiente diversificado é crucial porque a Bolsa Néstor Kirchner não é apenas um programa acadêmico. Os bolsistas compartilham o engajamento com políticas públicas, como funcionários governamentais ou ativistas em movimentos sociais e ONGs. Foi extremamente produtivo me reunir com outras pessoas com histórias similares, com carreiras em Estados, organizações internacionais, associações da sociedade civil, empresas privadas ou universidades.

A Bolsa foi criada num momento histórico muito especial. Muitos países da América Latina são agora governados pela geração que lutou contra as ditaduras civis ou militares do passado recente. Uma combinação de crescimento econômico, mobilização política e políticas sociais estão reduzindo a pobreza na região e começando o longo processo de formação de sociedades de classe média. Outras mudanças globais ocorrem e os Estados Unidos enfrentam uma severa crise econômica e política, que pode levar a relações diferentes com a América Latina, em um mundo crescentemente multipolar. Ambas as sociedades precisam pensar sobre suas imagens, expectativas, medos e esperanças mútuas – e como podem trabalhar juntas para alcançar desenvolvimento e democracia, sem os terríveis erros de sua história turbulenta.

A Bolsa não termina com nosso retorno a nossos países. A idéia é construir uma rede de pesquisadores latino-americanos e ativistas de políticas públicas, comprometidos com uma genda de mudança social na região, que permanecerão em contato, desenvolvendo projetos e apoiando mutuamente seus trabalhos. As novas ferramentas de comunicação por meio da Internet nos permitem muitas oportunidades para continuar nosso diálogo, e o impacto potencial é enorme, na medida em que outros Bolsistas se juntam ao programa.

Rio de Janeiro, Março de 2012

 

 


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This program is supported by the JULIEN J. STUDLEY FOUNDATION
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