What is it like to be a President Néstor Kirchner Fellow? by Lucas Noura Guimaraes

by Lucas Noura Guimaraes, 2012-2013 President Néstor Kirchner Fellow

img 3428Lucas Noura Guimaraes during his Public Lecture at The New School in New YorkTo define it quickly, it's a mind-opening, life-changing experience. It is certainly one of the most vivid and intense two weeks one can ever have.

From the very first day, you have interviews and interact with professors, diplomats, NGO members, activists, officials, all of them with a lot of experience and knowledge to share. I had meetings with lawyers, economists, environmentalists, policy makers, CEOs, that work both in the private and the public sector. That diversity was also seen during the meetings within the seminars hosted by the Observatory Latin America, where, after presenting my research proposal, professors, visiting scholars and students from varied fields and backgrounds from the New School University posed questions, made suggestions for different approaches and recommended literature.

Such an agenda makes it possible to receive critique and feedback from many perspectives, which can alter your research subject in several ways. I find this process extremely important, because it allows for a dialog with others regarding your internal thoughts and ideas related to your research. When conducting research – such as I am doing now in the writing of my PhD thesis – there is always the danger to get too involved with one's own ideas and lose the power of critique. The Fellowship helps to avoid such problems and better yet, acts as a challenge to improve on one's in self-critique.

A big push towards that experience is given itself by the New School University's structure. The Fellow can greatly benefit from the full access to seminars, lectures, workshops, as well to the library and its database. The partnerships and close relationship with other universities in New York make the President Néstor Kirchner Fellowship a very unique opportunity to develop one's research.

And last but not least, The Big Apple itself. A city where everything happens, where there is space for every kind of personality. A microcosm of our Earth. The city is alive and runs for itself. A jewel of the human condition, with its problems, flukes and wonders. Definitely an important component of the PNK Fellowship.

To be a PNK Fellow means to put your ideas to test, be confronted with its flaws and acquire conscience of the paths through which your work can flourish. It also means one will get frustrated and excited in the same day, confident and hesitant... without forgetting that it's all part of the process.

It's about felling responsible for the fact that you, while a PNK Fellow in New York, represent your country and your culture, and that implies showing the people before you that South America has something to say and propose, especially in the changing times we live in now. These times require innovation, courage, new approaches, recognition of the interdisciplinarity and complexity of the problems that we, as humans, are facing, and a will to make things differently. It's about constructing utopia.

That the New School University and its Observatory Latin America, through the PNK Fellowship, have decided to face this challenge, they have all my respect, admiration and support. More than honoring Nestor Kirchner, they are committed to change. I am glad and proud of being part of the second group of PNK Fellows. I wish all the best for the newcomers.

New York, March 2013


O que significa ser um PNK Fellow?

Em uma expressão, é uma experiência que abre a mente e transforma sua vida. É certamente uma das mais vívidas e intensas duas semanas que alguém pode ter.

Já a partir do primeiro dia, são realizadas entrevistas com professores, diplomatas, funcionários de ONGs, ativistas, servidores públicos, todos com muita experiência e conhecimento para partilhar. Eu tive encontros com advogados, economistas, ambientalistas, gestores públicos, presidentes de empresas, que trabalham tanto no setor público quanto privado. Essa diversidade também foi vista durante os encontros dentro dos seminários no âmbito do Observatório Latino Americano onde, após apresentar meu projeto de pesquisa, professores, professores-visitantes e alunos de vários campos e formações da New School University fizeram questionamentos, deram sugestões para diferentes abordagens e recomendaram bibliografia.

Tal agenda torna possível receber críticas e feedbacks a partir de várias perspectivas diferentes, as quais podem alterar sua pesquisa em várias formas. Eu acho esse processo extremamente importante, porque permite o estabelecimento de um diálogo no que diz respeito aos pensamentos e ideias relacionadas à pesquisa. Quando se está conduzindo uma pesquisa – tal qual a que faço agora, com a elaboração da tese de doutorado – há sempre o perigo de envolver-se demais com as próprias ideias e perder a força da crítica. A Fellowship ajuda a evitar tais problemas e, melhor ainda, age como um desafio para a melhora da autocrítica.

A própria estrutura da New School University colabora bastante para a experiência. O Fellow pode beneficiar-se do total acesso a seminários, palestras, workshops, bem como a biblioteca e sua base de dados. As parcerias e estreito relacionamento com outras universidade em Nova Iorque faz da Fellowship uma oportunidade única para desenvolver uma pesquisa.

E por último, mas não menos importante, a própria Big Apple. Uma cidade onde tudo acontece, onde há espaço para todo tipo de personalidade. Um microcosmo do nosso planeta. A cidade é viva e funciona por si mesma. Uma joia da condição humana, com seus problemas, acasos e maravilhas. Definitivamente um importante componente da Presidente Néstor Kirchner Fellowship.

Ser um PNK Fellow significa testar suas ideias, confrontar-se com as falhas e adquirir consciência a respeito dos caminhos pelos quais seu trabalho pode se desenvolver. Significa também frustrar-se e excitar-se no mesmo dia, sentir-se confiante mas também hesitante... sem esquecer que tudo é parte do processo.

Significa sentir-se responsável pelo fato de que você, como um Presidente Néstor Kirchner Fellow em Nova Iorque, representa seu país e sua cultura, e isso implica mostrar as pessoas diante de você que a América do Sul tem algo a dizer e propor, especialmente nos tempos cambiantes em que vivemos agora. Tal momento requer inovação, coragem, novos abordagens, reconhecimento da interdisciplinaridade e complexidade dos problemas que nós, como humanos, estamos enfrentando, bem como uma vontade de fazer as coisas de forma diferente. Trata-se de construir a utopia.

Tendo em vista que a New School University e seu Observatório Latino Americano, por meio da PNK Fellowship, decidiram enfrentar esse desafio, têm eles todo o meu respeito, admiração e suporte. Mais que honrar Nestor Kirchner, eles estão comprometidos com mudança. Me sinto feliz e orgulhoso de fazer parte desse segundo grupo de PNK Fellows. Desejo tudo de melhor para os que virão.

New York, Março de 2013

 


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